Jurisprudência

Decisões recentes da Justiça sobre jogos

Resposta direta

Nas decisões recentes, os tribunais mandaram reativar contas quando a empresa não provou a trapaça e mantiveram o banimento quando havia prova técnica do uso de programa proibido. Abaixo, cada decisão com data, tribunal, número do processo, resumo e link da fonte oficial.

Atualizado em . Seleção e resumos da advogada Amanda Modus (OAB/PR 119.898). Resumos informativos: cada processo depende das próprias provas.

  1. STJA favor da empresa

    Justiça brasileira não julga ação de atleta argentino contra jogo Fifa

    Terceira Turma, julgado em 01/09/2026, processo REsp 2.246.810-SP. Empresa: franquia Fifa (empresas com sede na Holanda e no Reino Unido).

    Um ex-jogador argentino que mora em Buenos Aires processou as empresas do jogo pelo uso da sua imagem. Para o STJ, o fato de o jogo ser vendido no Brasil não basta para o caso ser julgado aqui.

    O que isso significa para quem joga: A decisão trata de quem mora fora do Brasil. Em relação de consumo, o consumidor que mora no Brasil pode processar aqui (Código de Processo Civil, art. 22, II).

  2. STJResultado parcial

    Plataforma deve avisar e ouvir o desenvolvedor ao excluir um jogo

    Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 01/09/2026. Empresa: Plataforma de jogos digitais (processo em segredo de justiça).

    A plataforma pode tirar do ar um jogo que viola os termos de uso, mas precisa notificar o desenvolvedor e deixar que ele se defenda, mesmo que depois da suspensão.

    O que isso significa para quem joga: Termos de uso não autorizam exclusão sem aviso: quem publica jogo em plataforma tem direito a saber o motivo e a se defender.

  3. TJDFTA favor do jogador

    Riot deve reativar conta banida sem prova técnica e pagar dano moral

    2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF, por unanimidade, processo 0719688-76.2026.8.07.0016. Empresa: Riot Games.

    A empresa disse que o banimento veio do sistema automático de segurança, mas não juntou os registros que provariam a trapaça. A Turma manteve a reativação da conta e a indenização de R$ 1.404.

    O que isso significa para quem joga: Quando a empresa acusa o jogador de trapaça, cabe a ela mostrar a prova técnica do banimento.

  4. TJDFTA favor do jogador

    Riot é condenada em R$ 15 milhões por loot boxes oferecidas a menores

    1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, processo 0701554-83.2021.8.07.0013. Empresa: Riot Games (League of Legends).

    Em ação coletiva, a sentença considerou abusivas as caixas de recompensa pagas oferecidas a crianças e adolescentes. O valor vai para o fundo dos direitos da criança do DF. Cabe recurso.

    O que isso significa para quem joga: Loot box oferecida a menores pode ser tratada como prática abusiva, mesmo antes da lei que passou a proibi-la.

  5. TJSPA favor do jogador

    Criadores de jogo com NFT que prometia ganhos devem indenizar jogador

    32ª Câmara de Direito Privado, por unanimidade, processo Apelação 1002239-22.2023.8.26.0529. Empresa: Criadores e plataformas de um jogo com NFT (nomes não informados).

    O jogo anunciava ganhos rápidos com a venda de NFTs e não cumpriu o que prometeu. A Câmara manteve, em parte, a condenação por danos morais e materiais, por publicidade enganosa.

    O que isso significa para quem joga: Promessa de ganho dentro do jogo que não se cumpre pode ser publicidade enganosa pelo Código de Defesa do Consumidor.

  6. TJMGA favor da empresa

    Banimento por hack no Free Fire é mantido e jogadora fica sem indenização

    14ª Câmara Cível, processo 1.0000.21.041255-7/003. Empresa: Garena (Free Fire).

    O tribunal considerou provado o uso de programa não autorizado e confirmou o banimento permanente. Negou a reativação, o dano moral e o reembolso dos diamantes.

    O que isso significa para quem joga: Quando a empresa prova o uso de programa proibido, o banimento tende a ser mantido.

  7. TJMTA favor da empresa

    Bloqueio no Free Fire é mantido; para o TJMT, itens são licença de uso

    Primeira Câmara de Direito Privado, por unanimidade. Empresa: Garena (Free Fire).

    A Câmara manteve a suspensão por suspeita de programa irregular e negou indenização. Para o tribunal, diamantes e itens não são propriedade do jogador, só licença de uso pessoal.

    O que isso significa para quem joga: Há tribunais que tratam itens comprados como licença de uso, e não como bem do jogador: isso pesa no pedido de reembolso.

  8. TJSPA favor do jogador

    Plataforma de jogos deve devolver conta bloqueada e pagar R$ 8 mil

    12ª Vara Cível de Campinas, processo 1039799-45.2024.8.26.0114. Empresa: Plataforma de jogos eletrônicos (nome não informado na notícia).

    A conta foi suspensa sem aviso, com a alegação genérica de trapaça e sem prova. A sentença determinou que a empresa mantenha o acesso à conta e fixou R$ 8 mil de dano moral.

    O que isso significa para quem joga: Suspender conta sem aviso e sem prova da trapaça pode gerar indenização.

Perguntas frequentes

Uma decisão dessas vale para o meu caso?
Não automaticamente. Cada processo depende das próprias provas e dos fatos. As decisões mostram como os tribunais têm analisado situações parecidas.
De onde vêm as decisões desta página?
Das páginas oficiais dos tribunais, como notícias e acórdãos publicados nos sites da Justiça. Cada item traz o link da fonte e a data em que foi conferido.
Com que frequência a lista é atualizada?
A lista é revisada toda semana. Uma decisão nova só entra depois de conferida na fonte oficial do tribunal.

Para entender o caminho do seu caso, leia como entrar no Juizado contra empresa de games sem advogado e veja como funciona o atendimento de banimento de conta.